sábado, 24 de dezembro de 2016
efêmero
eu arrumei minhas malas. mudei de estado. mudei a cor do cabelo. descobri novas músicas preferidas. conheci outras pessoas. me apaixonei outras vinte vezes - só do aeroporto até minha casa. eu quero cortar essa linha imaginária que ainda me prende em você. e assim como um texto da tcd, houve um tempo antes de você e vai existir outro depois. ao longo desses anos eu aprendi que eu posso me apaixonar, eu posso deixar as pessoas entrarem e não temo o tempo que dita o período das suas estadias. mas eu não posso me perder. ao final do dia eu olho o reflexo cansado e doído no espelho, enxergo todas as cicatrizes e todos as outras feridas abertas que ainda vão se curar. eu não posso me perder, digo. e vai doer tantas outras vezes mais, eu sei, eu tô pronta. eu tô aqui. o amor é para quem dá a cara pra bater.
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